Categoria: Reprodução Assistida

  • Análise da Quantidade de Leucócitos no Esperma

    Análise da Quantidade de Leucócitos no Esperma

    A quantidade de leucócitos no esperma é avaliada através de um espermograma e a sua contagem é feita por milímetros de sémen.

    Valores iguais ou inferiores a 1 milhão de leucócitos por mililitro de esperma é considerado normal. A alteração na qual os valores superam os 10 milhões de leucócitos por mililitro é denominada de prospermia.

    A presença de leucócitos no esperma é um reflexo de uma infecção que pode dar origem a uma esterilidade temporal que tem de ser tratada para que não se torne permanente.

    Analíses dos leucócitos no esperma

    Quando valores superiores a 1 milhão de leucócitos/ml são detectados é feito um estudo bacteriológico que consiste na cultura do esperma.

    A cultura do esperma consiste em analisar o esperma ou sémen em busca de infecções causadas por bactérias, fungos, etc. Os diferentes tipos de cultura são:

    • Ágar Sangue
    • Ágar Chocolate
    • Ágar EMB

    As amostras são incubadas na temperatura adequada para cada método e uma observação e contagem das colónias de leucócitos é feita posteriormente. A cor da colónia é indicativa do microorganismo que a forma.

    Tinções e a observação por microscópio das colónias podem ser feitas com o objectivo de determinar qual o microorganismo causador do número elevado de leucócitos. Bactérias como a Escherichia coli, Klebsiella pneumonia, Proteus mirabilis, Pseudomona aeruginosa, Staphilococcus aureus, etc, podem ser encontradas.

    As bactérias podem aninhar-se em qualquer dos órgãos do sistema reprodutor masculino como os testículos ou próstata.

    Se algum organismo for detectado o especialista indicará um tratamento capaz de erradicar a infecção.

  • Depois da Transferência Embrionária

    Depois da Transferência Embrionária

    O momento da transferência embrionária é um dos momentos mais importantes de todas as técnicas de reprodução assistida in vitro, já que, se não for correctamente efectuada o resultado pode não ser o esperado. É preciso ter em conta que mesmo quando o procedimento é bem realizado o resultado pode ser negativo.

    A vida da paciente altera-se após esta abandonar a sala de transferência pois começa o período de espera até que um teste de gravidez possa ser feito. Habitualmente essa espera é de 14 ou 15 dias desde a punção ovárica ou de 10 dias depois do início do desenvolvimento do embrião em casos de transferência de embriões congelados.

    Beber água depois da transferência de embriões

    A única medicação que deve ser administrada é a prescrita pelo ginecologista durante o tratamento. As doses de progesterona costumam manter-se até a 12ª semana de gestação pois contribuem para o funcionamento do corpo lúteo. Depois deste período o médico pode reduzir a dose ou até retirá-la porque a partir da 12ª de gravidez a placenta já produz progesterona em quantidades suficientes.

    Se a mulher precisar de tomar algum medicamento para, por exemplo, dores de cabeça ou dores musculares deve contactar o médico encarregue do seu tratamento. Não costuma haver problemas em tomar um analgésico tipo Paracetamol.

    Repouso após a transferência

    Durante as 6 primeiras horas que procedem a transferência a mulher deve repousar um pouco mais. Depois desse período de tempo a paciente deve manter um estilo de vida tranquilo e deve evitar esforços físicos exagerados, não deve levantar pesos e não deve praticar desportos intensos.

    É, também, importante que a mulher não mantenha relações sexuais até a realização do teste de gravidez e que evite os banhos de imersão em banheiras, piscinas ou praias de água quente com o objectivo de evitar infecções que possam afectar a medicação que lhe foi prescrita.

    Com excepção das actividades bruscas, a mulher pode prosseguir com as suas actividades diárias. Pode sair, passear, conduzir e trabalhar sempre que essas actividades não envolvam grandes esforços físicos.

    A ingestão de líquidos em abundância é recomendada e, dentro da medida do possível, a ingestão de sal deve ser diminuída.

    Espera depois da transferência embrionária

    Se sintomas como sangramentos, febre, vómitos, dor abdominal ou dificuldades respiratórias manifestarem-se a mulher deve contactar a clínica onde fez a transferência.

    Espera de duas semanas

    Passadas cerca de duas semanas da transferência um teste de gravidez pode ser feito. Este teste pode ser um teste de urina ou de sangue. A paciente deve seguir as instruções da clínica de reprodução e comunicar-lhes o resultado do exame.

    No caso do resultado do teste ser positivo é provável que a clínica aconselhe a mulher a visitar o seu ginecologista habitual para que esse possa fazer uma ecografia e comprovar que tudo está bem. Se o resultado é negativo mas não há qualquer sangramento vaginal, um novo teste de gravidez deve ser feito cerca de uma semana depois.

    O mais importante é que as pacientes mantenham a calma e sigam as instruções dos médicos e da clínica.

  • Classificação dos Embriões Segundo a sua Qualidade

    Classificação dos Embriões Segundo a sua Qualidade

    O embriólogo da clínica FIV-Valencia, Luis Gijón, classifica os embriões segundo a sua qualidade.

    Os casais que optam pela reprodução assistida têm, normalmente, muitas perguntas que apesar de simples podem ter respostas complexas.

    Após a fertilização in vitro, quando sabemos que existem embriões em laboratório que esperam pela sua transferência, surgem as questões: Como são esses embriões? Que qualidade têm?

    Este breve texto procura dar resposta a essas perguntas.

    Em primeiro lugar, é necessário conhecer as fases da evolução do embrião.

    Qualidade dos embriões

    Em cada uma das fases de desenvolvimento podemos fixar-nos em algumas características que revelam o potencial de implantação do embrião, isto é, a sua qualidade.

    Desenvolvimento embrionário

    Um zigoto é o embrião recém-fertilizado. Pode ser observado entre 16 e 22 horas depois da inseminação e devemos ser capazes de distinguir os seus dois corpos polares (CP) e os seus pronúcleos feminino e masculino (PN). A presença dos PN confirma a fertilização e qualquer desvio no seu número – 1, 3 ou mais – indica que a fertilização é anómala ou que o embrião não é viável.

    Após as duas primeiras divisões, o embrião gera 4 células chamadas de células do blastómero. O seu aspecto, bem como o seu número, é decisivo para a sua classificação. A observação do blastómero é feita entre as 44 e as 47 horas pós-inseminação e as 4 células observadas devem ter aproximadamente o mesmo tamanho, não devem ter mais do que um núcleo e não devem estar exageradamente fragmentadas.

    Tendo em conta estes parâmetros e o exame da membrana externa, podemos classificar os embriões em 4 categorias – de A a D – desde o embrião com melhor qualidade até aquele com menos potencial.

    O mesmo processo e padrão de classificação são aplicados aos embriões no terceiro dia. Neste caso, se a compactação de células começar cedo já pode ser observada.

    Uma mórula é um embrião no quarto dia (entre 94 e 98 horas) após a inseminação. Este embrião fornece poucas informações porque, tendo havido uma compactação das suas células, características distintas não podem ser observadas. Ainda assim, é possível ver se a compactação foi totalmente feita ou se alguma célula foi deixada de fora.

    Entre as 112 e as 120 horas pós-inseminação o embrião deve estar na última fase, a fase blastocista. Neste momento o embrião já activou os seus próprios genes. Apesar de nem todos os embriões “in vitro” alcançarem esta fase, os que a alcançam têm um maior potencial de implantação.

    Estes embriões são classificados segundo o seu grau de expansão (de 1 a 6), segundo o estado da sua massa celular interna (A, B, C, D) e segundo a sua camada celular externa (A, B, C, D). Assim, um blastocisto óptimo, no quinto dia, deve responder a fórmula “3AA”.

    Apesar de toda esta classificação ser muito visual e subjectiva, actualmente existem vários estudos cujo objectivo é analisar os padrões de actividade metabólica dos embriões, detectando, assim, os mais capacitados e os mais adequados para a transferência.

  • Esterilidade Feminina devido a um Factor Cervical

    Esterilidade Feminina devido a um Factor Cervical

    O factor cervical é uma das causas de esterilidade nas mulheres quando existem alterações anatómicas e/ou funcionais do colo do útero que interferem com a correcta migração dos espermatozóides até as trompas de Falópio.

    Alterações funcionais da cervical

    Os elementos a ter em conta são as características da mucosa, a permeabilidade quando os espermatozóides estão passando, as alterações do mecanismo de migração dos espermatozóides, etc.

    Alterações anatómicas da cervical

    Estas alterações incluem processos obstrutivos como pólipos, quistos, etc. Traumatismos temporários que causam rasgos, fístulas ou incontinência e que alteram o funcionamento do colo do útero são, também, processos obstrutivos.

    Se uma mulher com esterilidade por factor cervical pretende engravidar deve informar-se sobre a inseminação artificial. É, também, importante conhecer os resultados de exames realizados ao sémen do homem.

  • Como Tratar a Inflamação dos Ovários

    Como Tratar a Inflamação dos Ovários

    A inflamação dos ovários pode ser causada pela doença inflamatória pélvica, uma inflamação do trato reprodutivo superior feminino (ovários, trompas, útero e ligamentos); das trompas e dos ovários em conjunto, ou de cada um dos componentes do sistema reprodutor feminino já mencionados de forma individual. A inflamação dos ovários pode causar dor na área ano-rectal e as menstruações costumam ser, também, dolorosas e irregulares.

    Causas da inflamação dos ovários

    • Frio.
    • Aborto.
    • Gonorreia (doença sexualmente transmissível).
    • Outras inflamações.

    Sintomas da inflamação dos ovários

    • Febre e dor de cabeça.
    • Fluxo vaginal excessivo.
    • Dor abdominal e nos ovários.
    • Nervosismo e palpitações.

    Inflamação dos ovários

    Tratamento da inflamação dos ovários

    Esta inflamação pode ser reduzida através de vários remédios caseiros. Contudo, alguns desses remédios devem ser evitados durante a gravidez. Desta forma, antes de optar por qualquer tipo de tratamento, a mulher deve contactar o seu médico.

    • Evitar o frio e a humidade.
    • Dieta rica em vegetais e frutas.
    • Tomar sumo de uva, laranja e maçã.
    • Ferver camomila e sementes de linhaça em água e mergulhar as pernas e o abdómen nessa água durante 10 minutos.
    • Aplicar uma botija de água quente sobre o abdómen três vezes ao dia.
    • Lavar a região abdominal com água fria e tintura de arnica cozinhada três vezes ao dia.
    • Beber uma infusão de cravo, canela e anis em pó três vezes ao dia.
    • Cozinhar 25 colheres de folhas de nogueira em um litro de água e adicionar ao banho.
  • Resultados da Inseminação Artificial

    Resultados da Inseminação Artificial

    Os factores que mais influenciam o êxito ou fracasso da técnica de inseminação artificial são os seguintes:

    • Idade da mulher
    • Qualidade do sémen do homem
    • Grossura do endométrio
    • Duração da esterilidade
    • O tratamento utilizado na ovulação

    A taxa de êxito da inseminação artificial numa mulher com menos de 35 anos que opta por utilizar o sémen do seu parceiro varia entre os 15% e os 20%. Por sua vez, a inseminação artificial com sémen de um dador tem uma taxa de sucesso de cerca de 30%.

    Taxa de êxito da IA

    A probabilidade de uma mulher engravidar depois de uma inseminação artificial é acumulativa. Está provado que as probabilidades de gravidez aumentam até a 4ª inseminação. Se depois da 4ª inseminação a mulher não tiver engravidado deve optar por uma outra técnica de reprodução assistida. Após quatro inseminações consecutivas a taxa de êxito de uma inseminação conjugal pode chegar aos 60% e a de inseminação com sémen de um dador pode variar entre os 60% e os 70%.

    Como já foi mencionado anteriormente, a idade da mulher é um factor de grande influência em uma inseminação. Em mulheres com menos de 40 anos e mais de 34 a taxa de gravidez por ciclo é de 4%. No caso de mulheres entre os 40 e os 45 anos essa taxa é de apenas 0,5%.

  • Utrogestan

    Utrogestan

    Utrogestan é o nome de um medicamento utilizado em algumas técnicas de reprodução assistida para estimular o engrossamento do endométrio e, consequentemente, favorecer a implantação do embrião no útero. Antes de tomar este medicamento é necessário ler o folheto informativo com atenção.

    Composição

    Utrogestan é composto por hormonas sexuais femininas como a progesterona. É um hormônio da tiróide que intervém no ciclo ovariano da mulher e actua no processo de evolução da gravidez.

    Este medicamento tem várias presentações:

    • Embalagem de 15 cápsulas de 200mg do principal ingrediente: Utrogestan 200mg.
    • Embalagem de 30 cápsulas de 100mg de progesterona: Utrogestan 100 mg.

    Medicamentos hormonais

    Instruções de uso

    O tratamento com Utrogestan deve ser acompanhado por um médico que personaliza ao máximo as doses e a duração do tratamento para cada paciente. A dose recomendada do medicamento dependerá dos valores hormonais da mulher.

    Quando administrada por via oral, a dose recomendada de Utrogestan é, em média, de 200 a 300 miligramas por dia. O medicamento deve ser tomado sempre à mesma hora e sem alimentos, já que a ingestão de alimentos faz aumentar a absorção do medicamento.

    Quando este medicamento é administrado por via vaginal a dose média recomendada é de 100 a 600 miligramas diários. As capsulas devem ser introduzidas na vagina e empurradas até ao interior.

    Contra-indicações

    Utrogestran não deve ser tomado nos seguintes casos:

    • Alergia à progesterona.
    • Tromboembolismo .
    • Sangramento vaginal
    • Problemas hepâticos

    Este medicamento pode produzir sonolência, logo a condução e o manuseamento de máquinas pesadas não são recomendados. Por este motivo, recomenda-se que o medicamento seja tomado antes de dormir.

    O uso deste fármaco está desaconselhado durante o período de aleitamento, pois a progesterona é eliminada através do leito materno.

    Efeitos secundários

    Os efeitos secundários mais comuns deste medicamento são:

    • Diminuição do ciclo menstrual.
    • Sangramento vaginal intermitente.
    • Desaparecimento da menstruação
    • Sonolência e sono profundo.
    • Náuseas e tonturas.

    Se algum outro sintoma for observado, um médico deve ser consultado.

  • O Processo de Inseminação Artificial

    O Processo de Inseminação Artificial

    A inseminação artificial é uma técnica de reprodução assistida relativamente simples.

    Os passos a seguir na inseminação artificial são os seguintes:

    Estimulação da ovulação

    A estimulação da ovulação é feita mediante a administração, em pequenas doses, de gonadrofinas e através do controlo do ciclo menstrual da paciente. É, igualmente, importante ter controlo sobre o número de folículos que se pretende conseguir para evitar uma gestação múltipla. Mesmo que a mulher não apresente qualquer problema de fertilidade o seu ciclo ováriano é estimulado para que possa ser controlado e para que as possibilidades de êxito da inseminação artificial sejam maiores.

    Recolha e preparação do sémen

    Nesta etapa é muito importante que o homem mantenha uma abstinência sexual de pelo menos 4 dias antes da masturbação que resultará na recolha do sémen. O tempo que passa entre a ejaculação e a recolha deve ser, também, controlado bem como os dias entre a ejaculação e a inseminação.

    Inseminação

    Gonadrofina é injectada na paciente 24 horas antes da inseminação para promover a ovulação. Posteriormente, o sémen é depositado na cavidade uterina. A vantagem desta técnica é que não requer qualquer tipo de anestesia e é indolor para a paciente.

    Depois da inseminação: recomendações durante a espera

    A inseminação é uma das técnicas mais simples e menos agressivas da reprodução assistida, já que, para a estimulação dos ovários não é necessária uma grande quantidade de hormonas nem é necessária anestesia. Por esta razão, após a inseminação, a paciente pode continuar com a sua vida normal.

  • Hematomas Uterinos na Gravidez

    Hematomas Uterinos na Gravidez

    Uma em cada três gravidezes inclui perdas de sangue durante o primeiro trimestre de gestação. Estes sangramentos podem ser provocados por problemas de menor ou maior importância. Uma das causas mais comuns das hemorragias durante os primeiros meses de gravidez são os hematomas uterinos.

    O que são os hematomas uterinos?

    Os hematomas uterinos são estruturas na forma de meia-lua localizadas entre o tecido coriónico e a parede uterina ou entre as membranas fetais e as membranas mais superficiais do útero. Tomam a forma de pequenas concentrações de sangue no interior do endométrio entre as membranas já mencionadas.

    Segundo a sua localização classificam-se da seguinte forma:

    • Hematomas Retroplacentários.
    • Hematomas Sub-coriónicos.
    • Hematomas Marginais.
    • Hematomas Supra-cervicais.

    Hematomas uterinos

    Causas dos hematomas uterinos

    São variadas e estão associadas a:

    • Problemas no desenvolvimento da camada celular que fornece o embrião com nutrientes e nas artérias responsáveis pela nutrição da placenta.
    • Factores mecânicos.
    • Factores auto-imunitários.
    • Factores hematológicos.

    Prognóstico dos hematomas uterinos

    Normalmente, a mulher gravida detecta um sangramento e consulta o seu médico. O especialista realiza, então, uma ecografia para avaliar o estado do feto. No caso de não haver sangramento o hematoma será detectado nas ecografias de rotina.

    Na presença de um hematoma, e por prevenção, a gravidez é considerada de risco e à mulher se recomenda repouso. A evolução da sua situação é seguida pelo médico. Normalmente os hematomas uterinos não provocam um aborto. Podem ser absorvidos e desaparecer mas, se o hematoma for muito grande, o seu desaparecimento demorará mais tempo e os sangramentos vaginais prolongar-se-ão.

    O prognóstico da lesão é avaliado tendo em conta a sua localização e dimensão.

    Evolução de um hematoma uterino

    Um hematoma de pequenas dimensões que não é acompanhado de outros sintomas costuma evoluir bem e não representa uma ameaça para o feto. A medida que a gravidez avança, há uma normalização da circulação sanguínea e a maior parte desses hematomas desaparece.

    Um hematoma de maiores dimensões e com uma má localização pode provocar um desprendimento da placenta ou rotura prematura da bolsa dando origem a um aborto espontâneo ou a um parto prematuro se a gestação já estiver numa fase avançada.

    Quando a lesão é detectada pelo médico é importante que a mulher siga as indicações e instruções desse. A mulher deve repousar, não deve manter relações sexuais e, no caso de lhe ser prescrito, deve tomar progesterona.

  • Sintomas após uma Transferência Embrionária

    Sintomas após uma Transferência Embrionária

    A transferência embrionária é um procedimento simples e indolor que consiste no depósito do embrião ou dos embriões (no máximo 3) no útero da futura mãe. Antes da transferência a mulher deve ter a bexiga cheia para que a observação eco-guiada da cânula de transferência seja mais fácil.

    Sintomas pós-transferência embrionária

    O processo de fertilização in vitro ou de ICSI requer que a mulher se submeta a um tratamento hormonal que pode dar origem a sintomas de gravidez que manifestam-se mesmo se a mulher não estiver gravida.

    • Fluxo vaginal abundante: costuma acontecer nos dias que procedem a transferência embrionária devido as alterações hormonais. Este fluxo pode incluir manchas de sangue mais ou menos escuras.
    • Mudanças nos seios: nos dias após a transferência é normal que a mulher note que os seus seios estão um pouco mais duros, inchados e sensíveis que o normal.

    Transferência de embriões

    • Fatiga: deve-se ao aumento da hormona progesterona que numa gravidez natural tem a função de manter o revestimento do útero. Quando uma paciente faz um tratamento de FIV ou de ICSI tem de tomar suplementos de progesterona.
    • Náuseas: manifestam-se devido ao aumento de hormonas no corpo da mulher. É o clássico sintoma de uma gravidez apesar de que nem todas as mulheres gravidas o experienciam.
    • Urinação frequente devido a hormona hCG.
    • Ausência de menstruação. Após uma transferência embrionária uma paciente deve esperar 14 dias até que a sua menstruação chegue.

    Apesar dos sintomas seguintes serem menos comuns podem manifestar-se: insónia, perda de apetite, inchaço do ventre, contracções musculares, etc. No caso de estes sintomas impedirem que a mulher realize as suas tarefas habituais um médico deve ser consultado.
    Sintomas depois de uma trasnferência embrionária

    Quando consultar um médio depois de uma transferência embrionária

    Depois de uma transferência de embriões há que ir ao centro de reprodução sempre que:

    • Apareça um sangramento abundante parecido a menstruação antes do 14º dia.
    • A mulher sinta dores agudas e persistentes no abdómen.
    • Exista uma deteorização do estado de saúde normal da mulher.
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