Categoria: Reprodução Assistida

  • Inseminação Artificial Conjugal (IAC)

    Inseminação Artificial Conjugal (IAC)

    A inseminação artificial conjugal (IAC) também denominada de inseminação artificial homóloga (IAH) é um tipo de inseminação na qual o sémen utilizado é o do parceiro ou conjuge.

    Este é o tipo de inseminação mais utilizado porque, apesar das dificuldades em engravidar que alguns casais enfrentam, conseguem faze-lo através desta técnica que é a mais simples e menos invasiva de todas as técnicas de reprodução assistida.

    Espermatozóides

    O processo de IAC consiste na estimulação suave e controlada da mulher com o objectivo de que esta produza mais do que um óvulo e na selecção, feita em laboratório, dos melhores espermatozóides do parceiro. Os espermatozóides escolhidos são inseridos numa cánula e introduzidos no útero da mulher quando esta está ovulando. Desta forma as probabilidades de fertilização do óvulo são maiores.

    Taxa de gravidez

    O êxito da inseminação artificial é determinado pelo número de gravidezes conseguidas. As probabilidades de uma mulher engravidar após apenas um ciclo de IAC vária entre os 15% e os 25% dependendo das condições de fertilidade de ambos os membros do casal.

    Se o resultado da primeira IAC é negativo, a realização de um novo ciclo de inseminação é aconselhada. Vários estudos demostram que é aconselhável realizar até 4 inseminações seguidas para que as possibilidades de êxito aumentem. Uma quinta tentativa não faria sentido porque as probabilidades de gravidez não aumentam. Neste caso, uma outra técnica de reprodução assistida deve ser aplicada.

    A taxa de IA é acumulativa, e as suas percentagens são as seguintes:

    • Após um ciclo de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 15% e os 25%.
    • Após dois ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 30% e os 35%.
    • Após três ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 38% e os 42%.
    • Após quatro ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 50% e os 60%.

    Inseminação de um óvulo

    O facto de não conseguirem uma gravidez após a primeira tentativa de inseminação artificial é muito frustrante para vários casais que se decepcionam e decidem abandonar o tratamento. O principal objectivo dos especialistas é fazer com que os casais compreendam que é muito importante realizarem até quatro inseminações seriadas com o objectivo de conseguir uma gravidez. A luta contra a infertilidade é longa e complicada mas os casais não devem desistir.

  • Transferência de Embriões

    Transferência de Embriões

    As técnicas de reprodução assistida que supõem a fertilização do óvulo fora do corpo da mulher, como é o caso da FIV e da ICSI, implicam a posterior transferência e introdução dos embriões no útero.

    Uma vez realizada a fertilização, é feita a cultura dos embriões e a contínua avaliação da sua qualidade. Apenas os embriões de melhor qualidade serão transferidos. Legalmente, o número máximo de embriões que podem ser transferidos é de três. Contudo, as clínicas podem recomendar a transferência de apenas um ou dois embriões para diminuir as probabilidades de uma gestação múltipla.

    Processo

    A transferência de embriões é uma técnica simples que consiste no depósito dos embriões no útero materno. A duração deste processo é de apenas alguns minutos.

    A técnica é realizada mediante a utilização de um cateter fino no qual se depositam os embriões seleccionados. Esse cateter é, depois, introduzido até ao útero por via vaginal. Os embriões são, então, lentamente depositados no útero e o cateter é retirado da cavidade uterina. Este processo é indolor e a paciente pode voltar para casa após cerca de 20 minutos de repouso.

    Depósito embrionário

    A transferência é, em geral, realizada dois ou três dias depois da punção ovárica. Alguns estudos indicam que essa transferência pode ser feita no quinto dia.

    Em função do tratamento utilizado para a estimulação controlada do ovário poderá ser necessário prescrever progesterona à mulher após a punção ovárica. A progesterona melhora a capacidade receptora do endométrio e facilita a implantação do embrião.

    Cerca de duas semanas após a transferência embrionária, se não houver menstruação, um teste de gravidez já pode ser feito.

    Transferência

    Embriões não transferidos

    É possível que alguns embriões de boa qualidade não sejam transferidos. Assim, esses embriões são vitrificados e preservados durante um tempo indefinido.

    Se a transferência embrionária resultou numa gravidez e, após algum tempo, a mulher quiser ter outro filho pode utilizar esses embriões criopreservados sem ter de submeter-se a uma nova estimulação ovárica. Simplesmente se administra uma medicação para preparar o endométrio antes da nova transferência. Nestes casos, os riscos para a mulher, bem como os custos do processo, são menores.

    No caso de uma primeira tentativa não resultar numa gravidez, estes embriões criopreservados são, igualmente, utilizados.

  • As Técnicas de Reprodução Assistida

    As Técnicas de Reprodução Assistida

    Quando um casal deseja ter filhos e, depois de mais de um ano de relações sexuais sem protecção, não conseguem engravidar, devem procurar uma clínica de reprodução assistida. Nessas clínicas são, normalmente, realizadas três técnicas de reprodução assistida que contribuem para o aumento das taxas de gravidez.

    As pessoas que vão submeter-se a um tratamento de fertilidade devem ter sido, de antemão, correctamente informadas sobre o processo. Logo, é importante procurar um centro de reprodução assistida especializado e de confiança. Existem três tratamentos básicos de reprodução assistida que podem ser mais ou menos complexos. Esses tratamentos são: inseminação artificial (IA), fertilização in vitro (FIV) e micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

    Os especialistas decidem qual a técnica mais indicada para cada paciente, uma vez que as probabilidades de engravidar variam segundo, por exemplo, o grau de infertilidade e a idade dos pacientes. Ademais, a soma do potencial reprodutor dos dois membros do casal deve ser sempre tida em conta.

    Definição de reprodução assistida

    Inseminação artificial

    A técnica de reprodução assistida mais simples é a inseminação artificial que consiste no depósito de espermatozóides de maneira não natural no aparelho reprodutor feminino com o objectivo de engravidar a mulher.

    Para alcançar a gravidez o processo de ovulação é estimulado de forma controlada e monitorizado. A estimulação da ovulação é feita através da administração, no segundo ou terceiro dia de menstruação, de pequenas doses de hormonas. A monitorização desse estímulo é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em cada um dos ovários, programar o momento da inseminação e medir a grossura do endométrio.

    Quando o tamanho dos folículos é o adequado inicia-se o processo de inseminação. Gonadotrofina é prescrita e injectada na paciente 34 ou 36 horas antes da inseminação. Essa hormona promove a ovulação e a saída do óvulo até as trompas de Falópio.

    Antes da inseminação propriamente dita, a amostra de sémen é recolhida e os espermatozóides de boa qualidade são identificados e separados do resto da amostra em laboratório. Posteriormente, esses espermatozóides são depositados na cavidade uterina através de uma cânula fina. A paciente permanecerá em repouso durante alguns minutos. Esta técnica não requer qualquer tipo de anestesia porque é indolor.

    Aproximadamente duas semanas depois da inseminação a mulher já pode realizar um exame de gravidez para saber se esta foi bem-sucedida.

    Indicações da IA

    Fertilização in vitro

    A fertilização in vitro é uma técnica mais complexa que consiste na extracção dos óvulos da mulher através da vagina por punção e na fertilização, em laboratório, desses óvulos com os espermatozóides do homem. Os embriões são, passados alguns dias, depositados no útero materno.

    Em primeiro lugar, é feita a estimulação controlada da ovulação através de hormonas e a monitorização dessa mesma estimulação. Existem diversos protocolos de estimulação que o ginecologista deve adaptar a cada caso.

    De entre 34 a 36 horas antes da punção ovaria, uma hormona para desencadear a ovulação é injectada na paciente. A punção é uma intervenção que não causa dor pois é aplicada na paciente uma pequena dose de anestesia local. Uma pequena agulha é introduzida via transvaginal para chegar aos folículos situados no ovário que são aspirados, permitindo a obtenção de óvulos. Esta intervenção demora de entre 15 a 40 minutos em função, normalmente, do número de folículos a aspirar. A paciente regressa a casa no mesmo dia da punção.

    O líquido folicular extraído é enviado para o laboratório onde o biólogo localiza os óvulos e coloca-os perto dos espermatozóides que foram previamente seleccionados tal como no processo de inseminação artificial.

    O espermatozóide mais rápido fertilizará o óvulo. Passadas cerca de 19 horas é possível observar se os óvulos foram fertilizados ou não. Dois pronúcleos podem ser observados, sendo que um possui a informação genética do óvulo e o outro do espermatozóide.

    Os óvulos fertilizados transformam-se em embriões. Neste momento, a informação genética da mãe e do pai já se fundiram e o embrião divide-se em 2-4 células. Nesta fase o embrião é apelidado de zigoto e já tem os seus próprios genes.

    Três dias após a fertilização dos ovócitos, os embriões estão divididos em 6 ou 8 células. Quatro dias após estão divididos entre 16 e 32 células e cinco dias depois já em 100 células.

    A transferência dos embriões para o útero materno é feita 3 ou 5 dias depois da punção ovárica. Isto é decidido em função do problema de fertilidade apresentado pelo casal, do número de ovócitos fertilizados e da evolução dos embriões.

    O número de embriões que serão transferidos é determinado e escolhidos os de melhor qualidade. A transferência embrionária é uma técnica simples que demora apenas alguns minutos. Os embriões seleccionados são colocados num cateter muito fino que é introduzido no útero por via vaginal. Esta técnica é indolor e não requer qualquer tipo de anestesia. Após cerca de 20 minutos de descanso a paciente pode ir para casa e seguir com a sua vida normal.

    Duas semanas após a transferência dos embriões, e no caso de não haver menstruação, um teste de gravidez é feito.

    Os embriões de pouca qualidade que não foram transferidos são deixados no incubador e a sua evolução é observada. Normalmente deixam de dividir-se e não sobrevivem. Os embriões de boa qualidade são congelados para que possam ser posteriormente utilizados e implantados.

    Cultura de embriões para FIV

    ICSI

    Esta outra técnica de reprodução assistida – micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides – é uma variante da FIV um pouco mais complexa e com mais custos. Nesta técnica a inseminação dos óvulos é feita através de uma micro-agulha que introduz um espermatozóide no interior do óvulo.

    Outra técnica de reprodução assistida que complementa os processos de FIV e de ICSI é o diagnóstico genético pré-implantação ou DGP, utilizado com a finalidade de detectar anomalias genéticas no embrião. Esta técnica é mais complexa que o processo habitual de uma fertilização in vitro ou ICSI, logo, o seu custo económico é superior. Esta técnica é feita antes da transferência dos embriões para o útero materno e apenas os embriões geneticamente saudáveis são escolhidos.

    IMSI: processo

    Três dias após a fertilização do óvulo, quando o embrião possui de entre 6 a 8 células, é aberto um pequeno orifício na sua membrana externa para que uma célula possa ser aspirada. Análises cromossómicas são feitas em laboratório. Este processo não põe em risco o desenvolvimento do embrião.

    Depois de feito o diagnóstico genético, os embriões são transferidos ou, se forem de boa qualidade, congelados. Duas semanas depois testes de gravidez podem ser realizados.

  • Relações Sexuais Programadas

    Relações Sexuais Programadas

    O coito programado é uma técnica de reprodução simples e recomendada para casais que não receberam diagnóstico de esterilidade ou a quem foi diagnosticado uma esterilidade de causa desconhecida.

    As relações sexuais programadas são recomendadas no caso de mulheres com disfunção ovulatória, cuja permeabilidade tubária está em boas condições, e quando os espermatozóides do homem apresentam parâmetros normais. São, igualmente, recomendadas quando um casal, por motivos morais ou religiosos, não quer submeter-se as técnicas de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

    Casal

    Este método sincroniza a ovulação com as relações sexuais. Por um lado o endométrio tem de ser preparado através de uma estimulação ovárica e, pelo outro, a data exacta da ovulação tem de ser determinada para que o casal saiba quais são os dias mais apropriados para terem relações sexuais. Este processo pode ser feito de diferentes formas. Inclusivamente, é possível optar pela não estimulação da ovulação, optimizando o ciclo menstrual natural.

    Ciclo natural

    Em alguns casos não são utilizados fármacos para estimular o ciclo menstrual. O crescimento folicular é controlado através de ecografias. O pico hormonal que ocorre antes da ovulação indica o momento apropriado para a relação sexual. A quantidade de hormonas é medida através de um exame de sangue ou de urina, de forma seriada desde o nono dia de menstruação. Quando as hormonas apresentam os valores indicados, o ginecologista explica qual o dia ideal para a concepção, aumentando as hipóteses da mulher engravidar.

    Estimulação da ovulação

    Neste caso, a mulher recebe durante 8 a 14 dias uma injecção subcutânea diária de gonadotrofinas e outras hormonas que actuam sobre as glândulas sexuais. O crescimento e o amadurecimento dos folículos são controlados através de ecografias e análises de sangue regulares.

    Bebés

    As relações sexuais programadas reduzem o stress causado pela espera do início de um tratamento e fazem aumentar, notavelmente, as probabilidades de gravidez de mulheres com uma ovulação deficiente ou irregular. O maior inconveniente é que a sua taxa de êxito é de apenas cerca de 10%.

    É aconselhável empregar esta técnica durante 3 ou 4 meses. A maior parte das gravidezes conseguidas através deste método acontecem nos primeiros meses.44

  • Ejaculação Retrógrada

    Ejaculação Retrógrada

    Homens que padecem de ejaculação retrógrada não expulsam o seu sémen através da uretra, mas ejaculam dentro da bexiga.

    Num homem que apresenta uma ejaculação normal, o sémen é transportado através dos túbulos, passa pela bexiga antes de chegar ao pénis e finalmente é expelido pela uretra. Depois da passagem do sémen pela bexiga, o esfíncter fecha e o sémen chega ao fim do pénis devido a pressão positiva.

    Espermatozóides

    Os homens com ejaculação retrógrada apresentam um problema no esfíncter da bexiga que não fecha correctamente, dificultando a passagem do sémen através da uretra. Assim, o sémen volta para trás e a ejaculação ocorre na bexiga.

    Os homens com este tipo de transtorno não são capazes, em geral, de expelir o sémen. A sua urina depois do orgasmo costuma ser turva devido a presença dos espermatozóides. Não apresentam qualquer outro sintoma.

    A ejaculação retrógrada pode ser causada por:

    • Diabetes.
    • Medicamentos utilizados para a hipertensão.
    • Cirurgia na próstata ou uretra.

    Gravidez com ejaculação retrógrada

    A ejaculação retrógrada não é considerada uma doença, mas sim uma alteração com graves consequências para a fertilidade masculina. Um homem que sofra de ejaculação retrógrada tem dificuldades em conseguir engravidar a sua companheira de forma natural, já que, a maior parte dos seus espermatozóides ficam detidos na urina.

    Existem várias opções de tratamento com o objectivo de conseguir uma gravidez. A mais aplicada nas clínicas de reprodução é a seguinte: o homem deve manter abstinência durante 2 a 4 dias e, depois, com a bexiga vazia, deve masturbar-se e recolher o sémen ejaculado. É imprescindível que a urina depois da masturbação seja também recolhida porque é ali onde estão concentrados o maior número de espermatozóides. Ademais, nos dias anteriores a recolha de sémen o homem deve consumir bicarbonato para assim proteger os espermatozóides da urina.

    Ter um filho com ejaculação retrógrada

    Os espermatozóides recolhidos são tratados em laboratório e podem ser utilizados na técnica de reprodução assistida mais adequada tendo em conta a qualidade dos espermatozóides e sua mobilidade.

  • Doação e Reprodução Assistida

    Doação e Reprodução Assistida

    A doação e a reprodução assistida estão directamente relacionadas. Muitos casais que se submetem a um tratamento de reprodução assistida precisam recorrer a doação para poderem ser pais.

    As pessoas que decidem doar sémen, óvulos ou até embriões fazem-no como um gesto altruísta ou como um acto de boa vontade perante os problemas de fertilidade de outras pessoas. No caso da doação de sémen e óvulos uma compensação económica é paga para fazer frente as moléstias causadas pela doação. Esta compensação não deve ser encarada como um pagamento.

    Existem três tipos de doação no âmbito da reprodução assistida: doação de sémen, doação de óvulos e doação de embriões.

    Fertilização com sémen de dador

    Doação de sémen

    É bastante fácil um homem doar sémen. A sua amostra de sémen ejaculado apenas tem de ser colocada num recipiente que será analisado em laboratório.

    Na primeira consulta médica, o dador tem de responder a uma série de perguntas sobre o seu historial médico. Posteriormente, o sémen do dador é analisado através de um espermograma que avalia a qualidade do mesmo. Se algum problema na qualidade do sémen é detectado, o dador não é válido.

    Vários exames, como análises de sangue, são realizados com o objectivo de garantir que o dador é um homem saudável e que não existem anomalias genéticas.

    Doação de óvulos

    A doação de ovócitos (célula que se converterá em óvulos) é um processo mais complexo que a doação de sémen. Neste caso, é necessário realizar-se uma intervenção cirúrgica. Como os riscos desta doação são maiores, a compensação económica que a dadora recebe também o é.

    As mulheres dadoras têm, igualmente, de submeterem-se a alguns exames. São realizados análises de sangue, testes de detecção de vírus e uma revisão ginecológica completa para comprovar que não existem, por exemplo, malformações uterinas.

    Doação de embriões

    Está doação é feita por casais que após a realização de um tratamento de fertilização in vitro têm embriões sobressalentes que são crio-preservados com o objectivo de serem utilizados posteriormente. Se o casal já não quer ter mais filhos pode decidir doar esses embriões à uma clínica para que outros casais possam adoptá-los.

  • Esterilidade Feminina

    Esterilidade Feminina

    A esterilidade feminina faz referência a incapacidade de alcançar a fertilização por parte da mulher. Apesar de esta palavra ser, habitualmente, utilizada como sinónimo de infertilidade, as duas não têm o mesmo significado.

    Na esterilidade o problema está no óvulo (quando produzido), que não pode ser fertilizado pelo espermatozóide. Na infertilidade feminina a fertilização do óvulo é feita e há uma gravidez, contudo, e devido a causa originárias na mulher, essa gravidez não chega ao seu correcto término. Falamos de esterilidade feminina quando a mulher apresenta alguma alteração que a impede de ser mãe.

     Causas da esterilidade feminina

    As causas de esterilidade na mulher podem ser classificadas em quatro factores, dependendo de onde se encontra o problema:

    Factor endócrino ováriani

    Neste caso, o problema é produzido por alterações no ciclo menstrual ou ováriano ou pelo facto de que a mulher não é capaz de produzir óvulos. Este factor é denominado de endócrino porque o ciclo menstrual é controlado por diversas hormonas que intervêm, num momento determinado, no ciclo. Variações nestes níveis hormonais produzem alterações na menstruação. Alterações pontuais no ciclo menstrual são comuns e não são motivo de preocupação. A esterilidade acontece quando o problema persiste no tempo e quando chega a ser crónico.

    Mesmo na presença de menstruações regulares pode existir um problema de esterilidade por factor ováriano. Pode existir uma falha ovárica oculta que impeça a produção de um óvulo funcional e maduro capaz de sair do ovário. Outra causa possível está conectada com uma fase lútea insuficiente. Os ginecologistas avaliam a evolução do ciclo menstrual e, mediante alguns exames de sangue, controlam as concentrações hormonais, podendo detectar qualquer anomalia.

    Factor tubário

    O factor tubário faz referência as trompas de Falópio, que desempenham um papel fundamental na reprodução, visto que transportam o óvulo, permitem a entrada dos espermatozóides e é no seu interior onde ocorre a fertilização. Posteriormente, o embrião desloca-se pelas trompas de Falópio até chegar ao útero, onde implanta-se.

    As trompas devem ser permeáveis e funcionais para que uma gravidez natural possa ocorrer. Pelo menos uma delas deve estar em perfeitas condições. Se ambas estão obstruídas há uma esterilidade feminina por factor tubário.

    Factor cervical

    O colo do útero ou cérvice é o primeiro lugar que os espermatozóides têm de atravessar no seu caminho em direcção ao óvulo. Logo, se existem obstruções na forma de pólipos ou miomas, a entrada dos espermatozóides e fertilização do óvulo pode ser dificultada. Por outro lado, o muco cervical também ajuda na movimentação dos espermatozóides no interior do útero. Inflamações, infecções ou mudanças no PH podem provocar esterilidade na mulher.

    Problemas de fertilidade feminina

    Factor uterino

    A esterilidade no útero pode ser causada por malformações uterinas ou por problemas no endométrio, isto é, a camada interior do útero na qual ocorre a implantação do embrião.

    As alterações uterinas podem ser congénitas, ou seja, podem estar presentes desde o nascimento e pressupõem a existência de um útero com uma morfologia diferente da normal que o impede de ser funcional, ou podem produzir-se posteriormente. Neste último caso, a formação de pólipos ou miomas impedem que a gravidez possa evoluir com normalidade. Por outro lado, existe a endometriose, uma doença que consiste na inflamação do tecido endométrico. Segundo o grau de gravidade desta doença a fertilidade da mulher pode ser afectada.

    Existem, ainda, outros factores que afectam a esterilidade mas que podem produzir-se em ambos os sexos, como por exemplo:

    • A esterilidade de origem desconhecida.
    • O factor imunológico.
    • O factor psicológico.
  • Esterilidade e Infertilidade

    Esterilidade e Infertilidade

    Definição

    É definida como esterilidade a incapacidade de um casal engravidar. Neste caso não se produz a fertilização do óvulo pelo espermatozóide. Por sua vez, infertilidade é definida como a incapacidade de ter um filho devido a ocorrência de algum problema no processo de gestação.

    É muito comum que estes dois termos sejam utilizados como sinónimos da incapacidade de ter filhos sem haver diferenciação da fase na qual ocorre o problema.

    Causas

    As causas da esterilidade podem ser absolutas ou relativas. Contudo,  a forma mais comum de organiza-las é quanto ao género de quem afectam, isto é, existem causas de esterilidade feminina e causas de esterilidade masculina. A esterilidade não afecta da mesma forma homens e mulheres, logo as causa também não são as mesmas, apesar de existirem factores de risco em comum.

    Esterilidade feminina

    Factor endócrino ováriano

    O factor endócrino ováriano é uma das causas da esterilidade em mulheres. A não ovulação crónica pode, segundo a OMS, ter diferentes causas:

    • Disfunção do hipotálamo e da hipófises.
    • Alteração da secreção do hipotálamo.
    • Falha ovárica primaria ou secundaria.
    • Hiperprolactinemia.
    • Hipoprolactinemia.
    • Amenorrea.

    Factor tubário

    Alterações ao nível das trompas e do espaço tubo-ovárico que dificultam o encontro do óvulo com o espermatozóide. Também ocorre devido a infecções como a endometriose e devido a inflamações nas trompas de Falópio.

    Factor cervical

    Este factor, por sua vez, tem duas causas. Por um lado, o colo do útero pode apresentar alterações funcionais e, por outro, pode apresentar alterações anatómicas.

    Factor uterino

    O factor uterino pode ter uma causa de origem uterina (malformações, miomas) ou uma causa de origem endométrica (endometriose e pólipos).

    Infertilidade feminina

    Esterilidade masculina

    A esterilidade masculina acontece devido aos seguintes factores:

    Factor endócrino

    São alterações nas hormonas LH e FSH produzidas pela hipófise. Isto pode acontecer devido a problemas endócrinos ou desordens do hipotálamo.

    Factor testicular

    • Orquites.
    • Hidrocele.
    • Aplasia germinativa.
    • Traumatismos.
    • Criptorquidia.
    • Varicocele.

    Factor de esperma. Infertilidade masculina

    Factor pós-testicular

    Se se pretende ter descendência é importante conhecer os valores da capacitação de esperma e informar-se sobre os métodos de reprodução assistida recomendados. Este factor engloba problemas de:

    • Ejaculação retrograda.
    • Impotência sexual.
    • Infecções do sémen.
    • Obstruções da via espermica.

    Problemas de infertilidade

    Factor do esperma

    A esterilidade masculina devido a factores de esperma são alterações nos espermatozóides. Existe um grande número de variantes em função do problema que afecta os espermatozóides. Estes problemas podem ser de mobilidade, de morfologia, de quantidade na amostra de sémen, etc.

    Infertilidade

    Infertilidade é a incapacidade de, após ter estado gravida, levar a bom término uma gestação que resulte no nascimento de um bebé saudável. Alguns exemplos de infertilidade são os abortos de repetição e os abortos recorrentes.

  • Gravidez

    Gravidez

    A gravidez é o processo mediante o qual um embrião é criado e desenvolve-se no útero da mulher.

    A gestação começa com a implantação. Uma vez unidos o óvulo e o espermatozóide nas trompas de Falópio, o embrião desce pelas trompas até ao útero. Entre o quinto e o sétimo dia o embrião encontra-se na fase blástula. É neste momento que o embrião é implantado e introduzido no endométrio, onde permanecerá até ao momento do nascimento, cerca de 40 semanas após a fecundação.

    Durante este período de tempo a mulher experiência muitas mudanças físicas e emocionais. O tamanho dos seus seios aumentará progressivamente desde o primeiro mês, pois, após o seu nascimento, o bebé irá alimentar-se do leite que a mãe produz. No útero, dá-se a criação do cordão umbilical, da placenta e outros componentes necessários à gestação.

    Devido a todas as mudanças hormonais, é normal que as mulheres experienciem algumas alterações emocionais e sintam-se mais sensíveis e preocupados que o habitual. Para além de todas estas mudanças, a mulher gravida pode, ainda, experienciar algumas moléstias que estão relacionadas com a gravidez como é o caso das náuseas e dos inchaços. Os inchaços, especialmente nos últimos meses de gravidez, não ocorrem apenas na zona da barriga, mas também nos pés, pernas e em todo o corpo em geral.

    É importante que a mulher gravida mantenha uma dieta equilibrada e rica em nutrientes, uma vez que, o embrião alimenta-se directamente, e graças ao cordão umbilical, daquilo que a mãe ingere. Há que prestar atenção ao exercício físico mas os esforços exagerados devem ser evitados.

    O desenvolvimento do feto

    Uma gravidez é um processo relativamente longo durante o qual tanto a mulher quanto o feto experienciam mudanças importantes. Estas mudanças não são apenas físicas, mas também, mentais e emocionais. Muitas outras mudanças não perceptíveis ocorrem e afectam a mulher e o feto.

    Nas primeiras semanas o bebé começa a desenvolver o sentido do paladar e a realizar a deglutição, processo que após o seu nascimento lhe permitirá fazer a digestão por sí só. Este processo pode prolongar-se por, aproximadamente, 10 semanas.

    Posteriormente, durante o terceiro mês de gestação, o feto desenvolve o processo respiratório. Começa, também, a realizar os movimentos necessários para a inalação de oxigénio e expulsão de dióxido de carbono.

    Na 24 semana de gestação, o feto aprende a sucção o que lhe será de grande importância após o seu nascimento. Sem sucção o bebé não é capaz de extrair o leite do seio da mãe ou do biberão.

    É durante o sétimo mês de gravidez que o bebé começa a distinguir sons e a receber estímulos que ajudarão no seu desenvolvimento. Qualquer som é capaz de estimular o bebé e, durante a 28 semana de gestação, o mesmo acontecerá com a luz.

    Ecografias do feto

    A ecografia é uma técnica de diagnóstico por imagem baseada na emissão de ultra-sons através de uma sonda. O ultra-som penetra a pele (para facilitar este processo e utilizado um gel líquido) e chega até ao feto. A imagem do feto aparece, assim, no monitor do ultra-som.

    O ultra-som ou ecografia, é um dos exames mais importantes durante a gravidez e deve ser realizado periodicamente para que seja possível acompanhar o desenvolvimento do feto e detectar qualquer problema na sua normal evolução.

    Estas ecografias podem ser realizadas de duas formas diferentes: ecografia transvaginal e ecografia abdominal. A primeira é realizada durante o primeiro trimestre de gestação e, apesar de ser um pouco mais incómoda para a mulher, permite a captação de imagens mais detalhadas do feto. A segunda é feita durante os últimos três meses de gravidez. Neste período é mais difícil conseguir imagens de boa qualidade do feto, pelo que a mulher é aconselhada a realizar estas ecografias com a bexiga cheia para que os resultados do ultra-som sejam mais nítidos.

    Graças a estas técnicas é possível saber o sexo do bebé antes do seu nascimento, a posição em que se encontra no útero da mãe, a quantidade de líquido amniótico existente, fazer a avaliação do estado da placenta, etc.

    Ecografias fetais

    Emoções durante a gravidez

    Durante a gravidez a mulher experiência muitas mudanças emocionais causadas pela desordem hormonal que ocorre no seu corpo. Podem ocorrer mudanças, por exemplo, na auto-estima, no desejo sexual e nos níveis de energia.

    Os primeiros sintomas manifestam-se no primeiro trimestre de gravidez, sendo as mudanças de humor muito comuns. É possível que, por momentos, a mulher questione o seu desejo de ser mãe e, em seguida, sinta-se feliz por estar grávida. Estes sentimentos são completamente normais e a mulher gravida não deve teme-los.

    No segundo trimestre a mulher está mais consciente da gravidez, já pode sentir a presença do bebé e encontra-se, em geral, mais tranquila. A partir deste momento o corpo da mulher sofre algumas alterações e é possível que esta deixe de sentir-se atractiva. A mulher deve tentar manter a sua auto-estima elevada e é importante encontrar um ponto de equilíbrio no desequilíbrio hormonal que está enfrentando.

    Quanto ao futuro pai, é normal que este sinta algum medo. Ser pai é um facto que muda toda a vida de uma pessoa e é normal que o homem sinta-se preocupado e não tenha a certeza se está a altura das novas circunstâncias. Há que manter a confiança em sí mesmo e prepara-se psicologicamente para a chegada do bebé.

    Emoções durante a gravidez

    Sintomas da gravidez

    As náuseas são muito frequentes durante o primeiro trimestre de gravidez, existindo algumas recomendações naturais que podem contribuir para o seu alívio sem que seja necessário recorrer à ingestão de medicamentos.

    Apesar de as náuseas serem um dos sintomas mais comuns durante uma gravidez, não são os únicos. Fisicamente, a mulher ganha peso, especialmente durante os últimos meses de gravidez, perde alguma da sua mobilidade e sente dores nas costas. A mulher grávida deve descansar e evitar fazer grandes esforços físicos.

    Ao nível emocional, as mudanças hormonais estão associadas a instabilidade emotiva. Esta instabilidade é normal e se a mulher não é capaz de controlar as suas emoções não deve preocupar-se com isso, já que, é algo muito comum em todas as mulheres gravidas.

    Os sintomas variam segundo o mês de gravidez, segundo a dieta seguida, segundo a actividade física realizada, etc. A evolução dos sintomas é influenciada por muitos factores, logo, é difícil ter um controlo absoluto sobre as emoções e reacções.

     Vómitos durante a gravidez

    Dieta alimentícia durante a gravidez

    Durante a gravidez, é importante manter uma dieta equilibrada e capaz de fornecer todos os nutrientes que o feto necessita para o seu desenvolvimento. A ingestão de leite, outros lacticínios e vegetais é aconselhada. A dieta de uma mulher gravida deve ser, também, rica em vitaminas e cálcio, que garante uma boa formação do esqueleto do bebé.

    Os alimentos menos recomendados durante a gravidez são os fritos e os gordurosos.

    Alimentação durante a gravidez

    Relações sexuais durante a gravidez

    O desejo sexual varia, tanto nos homens quanto nas mulheres, durante a gravidez, sendo importante ter em conta o momento em que se encontra a gestação.

    Existem muitos mitos relacionados com a razão pela qual não se deve manter relações sexuais durante a gravidez. Na sua maioria esses mitos estão errados. As relações sexuais não causam qualquer dano nem ao bebé nem a sua mãe, pelo que, a menos que desaconselhado pelo médico, os casais podem ter relações sexuais durante a gravidez sem se preocuparem. O bebé estará protegido pelo abdómen da mulher e pelo líquido da matriz que absorve e amortiza qualquer possível golpe.

    Nos casos em que a mulher padece de alguma complicação na gravidez como o risco de aborto espontâneo ou de parto prematuro, as relações sexuais são desaconselhadas por um especialista. O sexo deve, também, ser evitado quando há o risco de transmissão sexual de infecções.

    O desejo sexual é influenciado pelas mudanças hormonais, logo, também sofre alterações. O apetite sexual pode variar, dependendo de cada caso. Em algumas mulheres o desejo sexual é mais acentuado durante a gravidez, enquanto em outras o contrário acontece. O mais normal é que, durante o processo de gestação o desejo sexual varie, podendo passar de um extremo para o outro com alguma facilidade.

    Practicar sexo durante a gravidez

    Exercício físico durante a gravidez

    O exercício físico é recomendado durante a gravidez mas é preciso sempre ter em conta o momento no qual se encontra a gestação. Como é lógico, quanto mais avançada a gravidez mais controlados e suaves devem ser os exercícios realizados pela futura mãe.

    É recomendado que os exercícios sejam de cariz aeróbico e de intensidade moderada. Exercícios de intensidade elevada ou que impliquem movimentos bruscos devem ser evitados.

    A futura mãe deve praticar exercício físico durante 15 minutos todos os dias. Depois de 15 minutos é possível que a sua temperatura corporal aumente muito, dificultando a sua respiração. A natação, o ciclismo e o andar são actividades que podem ser feitas de entre 20 a 40 minutos com intensidade moderada. Estes três são os exercícios mais recomendados durante a gravidez. Não são recomendados exercícios que requeiram uma grande amplitude de movimentos como é o caso do ténis.

    A flexibilidade, a força muscular e o relaxamento são as qualidades que mais devem ser trabalhadas durante a gravidez, especialmente nos últimos meses, já que serão de grande ajuda no momento do parto.

    A melhor opção é trabalhar com um personal trainer ou outro profissional que possa dar conselhos sobre os exercícios que podem ou não ser praticados.

    Exercício físico durante a gravidez

    Cancro e fertilidade

    O cancro, e mais concretamente os tratamentos deste, podem afectar directamente o ciclo menstrual e causar infertilidade temporal ou, em alguns casos, permanente.
    Mulheres que enfrentaram esta doença preocupam-se com este facto, o que levou ao desenvolvimento de técnicas de congelamento de óvulos ou de parte do tecido ovárico.

    Existem várias técnicas e procedimentos que tornam possível que uma mulher seja mãe depois de ter tido um cancro. A extracção e congelamento de óvulos é uma dessas técnicas, e a extracção e congelamento de parte do tecido ovárico é outra. A primeira técnica é realizada antes da mulher se submeter ao tratamento contra o cancro para que depois possa recorrer a fertilização in vitro. A segunda, trata-se da extracção e congelamento do tecido ovárico antes do tratamento contra o cancro para que esse tecido possa ser, posteriormente, reimplantado.

    Estas são técnicas preventivas realizadas antes que os tratamentos contra o cancro como a quimioterapia ou a radioterapia possam intervir no ciclo menstrual e ovárico.

    Fumar durante a gravidez

    Irritabilidade, tremores e alterações do sono são os sintomas mais comuns nos bebés que, durante a sua gestação, foram expostos a nicotina. Distúrbios de comportamento, um menor coeficiente de inteligência e transtornos de deficiência de atenção e hiperactividade são outros problemas relacionados com crianças cujas mães fumaram durante a gravidez.

    Estes dados são conclusões extraídas de um estudo do Dr. óscar García-Algar, do Serviço de Pediatria do Hospital del Mar de Barcelona, levado a cabo com 33 bebés recém-nascidos filhos de mães fumadores. Depois do nascimento do bebé o cordão umbilical é cortado e este deixa de estar exposto a nicotina que a sua mãe consumia. O síndrome da abstinência começa a manifestar-se entre as 24 e 48 horas seguintes. Os efeitos podem ser os mesmos nos casos em que o bebé recebe nicotina através do leite da mãe.

    Segundo o Dr Juan Antonio Riesco, coordenador da área de tabagismo da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica, 80% dos casos de morte súbita de bebés lactantes estão relacionados com o tabagismo passivo.

    Para além dos problemas já mencionados casos como o de partos prematuros, de deslocamento da placenta e de hemorragias vaginais estão associados ao hábito de fumar da mulher grávida.

     O tabaco e a gravidez

    Sangramento durante a gravidez.

    As razões pelas quais se pode produzir um sangramento durante a gravidez são múltiplas. Contudo, apesar de um sangramento poder ser alarmante, não implica a existência de um problema sério. É importante estar bem informada sobre as possíveis causas de um sangramento. Existem estudos que asseguram que uma em cada cinco mulheres têm sangramentos durante o primeiro trimestre de gravidez sem que esses suponham um problema para a mãe ou para o feto.

    Nas primeiras doze semanas de gestação o risco de aborto é mais alto, mas um sangramento não significa que um aborto irá acontecer. Os pequenos sangramentos no início do processo de gestação podem ocorrem por diversas razões, como por exemplo, devido a uma infecção ou devido a manutenção de relações sexuais. Em nenhum dos casos tem de ser unicamente prova ou sintoma de um aborto.

    Nos casos em que os sangramentos são frequentes ou resultam numa grande perda de sangue é importante consultar um especialista o mais rapidamente possível. Seja um pequeno ou grande sangramento é sempre importante que a mulher consulte o seu médico, já que esse lhe poderá informar sobre as causas exactas do sangramento.

    Como já foi dito anteriormente, o sangramento é muito comum durante o primeiro trimestre de gravidez e apenas 3% das mulheres que têm perdas de sangue acabam por sofrer um aborto espontâneo.

    Toxoplasmoses durante a gravidez

    Toxoplasmoses é uma doença causada por um parasita chamado toxoplasmose gondii. Apesar de esta ser uma das infecções mais comuns em seres humanos, na maior parte dos casos, passa despercebida. Os sintomas desta infecção são muito parecidos aos da gripe e manifestam-se apenas uma vez na vida. Apesar disto, o parasita permanece inactivo dentro do corpo humano. Este parasita pode causar problemas no caso do nosso sistema imunológico não estar a funcionar correctamente e permitir que a infecção volte a activar-se.

    Quando uma mulher desenvolve imunidade contra infecção 6 ou 9 meses antes de engravidar é muito pouco provável que existam riscos para o bebé. Contudo, quando uma mulher grávida contrai a doença pela primeira vez, existe uma probabilidade de 40% de que essa infecção seja transmitida ao feto.

    De todos as formas, a gravidade da doença dependerá sempre do historial médico da mãe e da evolução do bebé, isto é, do momento em que está a gestação. Em qualquer caso, durante a gestação vários exames de sangue que pretendem controlar a situação e detectar a existência de uma toxoplasmoses são realizados.

    Em bebés afectados, os sintomas manifestam-se meses ou até mesmo anos depois do seu nascimento. Entre 80% e 90% desses bebés desenvolvem infecções oculares significativas.

    Esta doença é, habitualmente, transmitida pelos animais, especialmente felinos.

    Em mulheres grávidas as medidas de prevenção desta doença são de especial importância e consistem na manutenção de normas de higiene que evitem a transmissão da doença através de alimentos ou água contaminada. Devemos lavar as mãos depois de tocar em alimentos e evitar tocar nos olhos, boca e nariz com as mãos sujas. É importante lavar sempre a fruta e verduras antes de ingeri-las e não consumir carne crua ou pouco cozinhada. Se possível, o contacto com gatos e terra onde possa haver fezes de animais contagiados deve ser evitado.

    Toxoplasmosis e gravidez

    Riscos laborais durante a gravidez

    Lamentavelmente, a percentagem de mulheres gravidas que exibem sintomas de stress, que são obrigadas a levantar pesos ou a estar muito tempo de pé nos seus postos de trabalho continua a ser muito elevada. Esta percentagem é de cerca de 60%.

    Existem condições laborais as quais ninguém deveria estar exposto mas que representam um risco maior para as mulheres gravidas. Por exemplo, ninguém deveria ter de levantar pesos superiores aos aconselhados pelos profissionais de saúde e as mulheres gravidas, em especial, não podem fazer este tipo de esforços. Isto significa que há que ter em especial atenção as condições de trabalho as quais as mulheres gravidas estão expostas.

    Em Espanha, por exemplo, existem duas leis encarregues de regular estas situações. Contudo, essas leis nem sempre são bem aplicadas, sendo que, na Pesquisa Nacional sobre Riscos Laborais, não existe qualquer referência aos riscos a que uma mulher gravida pode estar exposta no seu posto de trabalho.

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