Autor: Carla Nobrega

  • Posição do Colo do Útero na Gravidez

    Posição do Colo do Útero na Gravidez

    O colo do útero ou cérvix uterino é a região fibromuscular inferior do útero que se projecta dentro da vagina.

    Esta abertura deixa sair o sangue do útero durante a menstruação e permite que os espermatozóides entrem e cheguem até ao útero e até as trompas de Falópio.

    Colo do útero e gravidez

    O tamanho do orifício, a consistência e a posição do colo do útero durante a gravidez e durante o ciclo menstrual podem sofrer uma série de alterações relacionadas com:

    • O grau de dilatação do orifício: cérvix aberto ou cérvix fechado.
    • A consistência: cérvix duro ou cérvix mole.
    • A posição: cérvix alto (posterior ou retirado da vagina) ou cérvix baixo (mais introduzidos na vagina).

    A posição do colo do útero no início da gravidez varia muito de mulher para mulher. Por isso, o posicionamento do cérvix não é um indicador fiável de uma gravidez.

    Contudo, certas mudanças na posição e textura do colo do útero ocorrem durante as primeiras fases da gravidez em todas as mulheres.

    Mudanças no colo do útero durante a gravidez

    • Desde o primeiro mês de gravidez o colo do útero amolece e adquire uma cor azulada como consequência do aumento da vascularização e do tamanho das glândulas cervicais.
    • O cérvix deve subir ligeiramente até ao útero. Dependendo da fase do ciclo menstrual durante a qual a mulher concebe, esta mudança pode ocorrer dentro de poucos dias ou de um mês.

    • Reorganização das fibras colágenas e diminuição drástica da sua resistência, que facilitam a sua dilatação durante o parto.
    • Pouco tempo depois da concepção, uma secreção cervical espessa obstrui o canal cervical formando um tampão mucoso que sela esse canal e actua como uma barreira contra o transporte de esperma e contra a invasão de bactérias. Esse tampão será expulsado no início do trabalho de parto.
  • O Processo da Fertilização In Vitro

    O Processo da Fertilização In Vitro

    A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida.

    De seguida descreveremos o processo de FIV convencional:

    1º Estimulação ovárica  controlada. São administradas hormonas especificas com o objectivo de controlar o momento exacto do ciclo ovárico e produzir mais óvulos para que vários possam ser extraídos e fertilizados. Desta forma as possibilidades de êxito da técnica são maiores.

    2º Punção folicular. Quando o ginecologista observa que os folículos estão maduros extrai os ovócitos através da punção.

    3º Recolha e preparação do esperma. A amostra de esperma é examinada e a sua qualidade é analisada. Os espermatozóides de melhor qualidade são escolhidos para a fertilização.

    4º Inseminação dos ovócitos. Em uma placa de laboratório os óvulos maduros e os espermatozóides capacitados são postos em contacto. Espera-se que um dos espermatozóides consiga fertilizar o óvulo.

    5º Cultura de embriões. O óvulo fertilizado transforma-se num embrião. O estado dos embriões e seu desenvolvimento é acompanhado e a qualidade embrionária é determinada. Os melhores embriões são transferidos.

    6º Transferência de embriões. O melhor embrião é seleccionado e transferido para o útero da mulher com o objectivo que uma gestação de êxito seja conseguida. Esta transferência é feita com a ajuda de um cateter e dura apenas uns minutos.

    Por outro lado, é feito o congelamento dos restantes embriões de boa qualidade. A evolução dos embriões de pouca qualidade é controlada mas estes acabam, em geral, por não sobreviver.

    Inseminação in vitro dos ovócitos

    7º Congelamento dos embriões. Este congelamento é feito com o objectivo de conservar os embriões em perfeitas condições para que possam ser utilizados no futuro, se necessário.

    8º Depois da transferência, e antes de realizar o teste de gravidez duas semanas depois da fertilização, é importante que a paciente beba líquidos e não mantenha relações sexuais.

  • Êxito da Doação de Óvulos

    Êxito da Doação de Óvulos

    Historia e evolução da doação de óvulos

    A primeira gestação através de um óvulo doado foi conseguida pelo Dr. Alen Trounson. Contudo, foi o Dr. Lutjen que, no ano de 1984, conseguiu, pela primeira vez, que uma mulher com falha ovárica conseguisse levar uma gravidez ao seu correcto termino graças à doação de óvulos. Sem esta técnica esta mulher não poderia ter sido mãe.

    Todas as técnicas de reprodução assistida são relativamente recentes, sendo a doação de óvulos a que mais recentemente começou a ser utilizada. No início a sua utilização era feita de forma tímida, ocupando “muito pouco espaço” dentro de cada clínica de reprodução, já que, as implicações morais deste processo podem ser de difícil aceitação.

    Contudo, com o passar do tempo, com as mudanças de mentalidade e com a incorporação da mulher na vida laboral, a maternidade foi relegada para segundo plano e a técnica de doação de óvulos foi ganhando importância. Actualmente, é uma das técnicas mais utilizadas no âmbito da reprodução assistida.

    Esta técnica sofreu grandes e incríveis alterações, sendo tão utilizada quanto a FIV e ICSI, por exemplo. No futuro, é provável que esta técnica venha a ultrapassar as restantes, dado que as mulheres decidem ser mães pela primeira vez cada vez mais tarde.

    Probabilidade de gestação por doação de óvulos

    As taxas de êxito da doação de óvulos são muito boas, partindo dos 60% no primeiro ciclo e podendo alcançar 90% nas tentativas seguintes. Isto deve-se, entre outras razões, ao facto de a idade das dadores nunca superar os 35 anos de idade. Inclusivamente, alguns centros e clínicas de reprodução optam por restringir um pouco mais essa idade para conseguirem melhores resultados.

    Por esta razão, e apesar de ser um procedimento duro do ponto de vista psicológico, este é um processo que vale a pena pois as suas taxas de êxito superam as das técnicas in vitro.

    Isto não quer dizer que quando uma paciente decide submeter-se a um tratamento de reprodução assistida deve pedir logo uma doação de óvulos. Cada caso deve ser estudado individualmente e a patologia deve ser diagnosticada antes da escolha do tratamento mais adequado. Depois de saber quais os problemas de fertilidade que afectam os pacientes será mais fácil para os médicos recomendarem o tratamento de reprodução mais idóneo.

  • Corrimento Vaginal

    Corrimento Vaginal

    Corrimento vaginal refere-se ao fluído proveniente das glândulas vaginais e cervicais. Este corrimento contribui para a lubricação, limpeza e prevenção de infecções vaginais.

    A quantidade e o aspecto do muco produzido variam ao longo do ciclo menstrual e depende da quantidade de estrogénio no corpo da mulher.

    Observar as mudanças no corrimento vaginal permite que as mulheres saibam quando estão ovulando e, por tanto, quando estão mais férteis. A mulher pode confirmar isto ao olhar para o papel higiénico depois de limpar-se ou ao inserir um dedo limpo na sua vagina.

    Mudanças no corrimento vaginal

    Tipos de corrimentos vaginais

    • Com aspecto de clara de ovo

      Indica o período mais fértil, já que permite que os espermatozóides nadem facilmente dentro da cérvice. Este corrimento pode esticar entre os teus dedos de 2.5 a 5 centímetros sem quebrar.

    • Aquoso

      É o segundo melhor tipo de corrimento para conceber um bebé. Permite o avanço dos espermatozóides mas não tanto como o corrimento mencionado anteriormente. Tem um cor clara e goteja.

    • Espesso e cremoso

      É produzido na etapa não fértil e impede o movimento dos espermatozóides. Pode ser branco ou amarelo. Tem uma textura parecida a de uma loção quando esfregado entre os dedos.

    • PegajosoAparece na etapa menos fértil de todas. É espesso e tem alguns caroços. A sua textura é parecida com a da cola, logo, os espermatozóides não conseguem nadar através dela.

    A quantidade de corrimento vaginal pode aumentar devido a várias razões:

    • Ovulação.
    • Excitação sexual.
    • Stress.
    • Irritação.
    • Gravidez.

    Geralmente, o corrimento tem uma aparência de um muco transparente e sem odor que pode tornar-se esbranquiçado ou amarelado com o ar. Mudanças súbitas de cor, odor, consistência e qualidade do corrimento podem ser indicativas de um problema como, por exemplo, uma infecção.

    Corrimento vaginal

    Recomenda-se consultar um médico se o corrimento vaginal for anormal e se:

    • For acompanhado de febre e dor na pélvis.
    • A mulher manteve contacto sexual com homens com gonorreia, clamídia ou outra infecção sexualmente transmitida.
    • A mulher tiver muita sede ou apetite, perder peso e aumentar a frequência urinária ou fatiga. Isto pode ser sinal de diabetes.

    Os exames de diagnóstico do corrimento que podem ser realizados são: cultivo do colo do útero, análise de uma amostra do corrimento vaginal e citologia vaginal.

  • Azoospermia

    Azoospermia

    Existem muitos casais que, depois de um ano mantendo relações sexuais sem protecção, não conseguem ter filhos. Em 30% dos casos isto deve-se a um problema exclusivamente masculino e em 20% a um problema de causa mista.

    Para comprovar a fertilidade masculina o exame mais habitual é o espermograma. No âmbito deste exame uma amostra de sémen ejaculado do homem é recolhida e examinada em laboratório para que o número de espermatozóides possa ser contado e o seu estado analisado.

    Definição e diagnóstico de azoospermia

    Azoospermia é definida como a ausência de espermatozóides no ejaculado. Calcula-se que, dentro dos problemas de infertilidade masculina, a azoospermia manifesta-se em entre 3 e 10% dos casos.

    A azoospermia é um transtorno que não apresenta sintomas para o homem, logo, para ser diagnosticada é necessário determinar os níveis de hormona FSH. Esta hormona é produzida no cérebro e é a responsável pela espermatogénese (formação dos espermatozóides) nos testículos. Se os valores desta hormona são elevados significa que há uma diminuição ou ausência de células mães dos espermatozóides. A análise da concentração de testosterona também é recomendada.

    Azoospermia

    Existem dois tipos de azoospermia, a azoospermia secretora na qual os testículos não são capazes de produzir espermatozóides e a azoospermia obstrutiva, na qual existem espermatozóides que, devido a uma obstrução dos canais deferentes, não são expulsos no ejaculado.

    Para determinar o tipo de azoospermia é necessário realizar uma biopsia testicular que consiste em recolher um pequeno fragmento de cada testículo para que seja possível confirmar se o testículo produz (azoospermia obstrutiva) ou não (azoospermia secretora) espermatozóides.

    Azoospermia secretora

    A azoospermia secretora ou não obstrutiva é a mais severa e frequente (70% dos casos de azoospermia). Pode ser congénita (desde o nascimento) ou adquirida (doença ou tratamento com fármacos tóxicos) e as suas causas mais comuns são:

    • Anomalias na descida dos testículos.
    • Exposição à substâncias tóxicas: fármacos, radioterapia e quimioterapia.
    • Transtornos genéticos.
    • Alterações hormonais.
    • Problemas nos testículos: traumatismos, inflamações, varicocele severa, etc.

    A recuperação de espermatozóides nos casos de azoospermia secretora é complicada pois os espermatozóides não são gerados. Contudo, é possível conseguir uma gravidez. Em alguns pacientes com este tipo de infertilidade masculina foram encontradas pequenas concentrações de espermatozóides nos testículos através de pequenas biopsias testiculares. Assim, se forem encontrados espermatozóides esses são congelados e utilizados numa técnica de ICSI.

    Imagem de Azoospermia secretora

    Azoospermia obstrutiva

    A Azoospermia obstrutiva deve-se a um problema nos canais que transportam os espermatozóides desde os testículos até a uretra, onde é produzido o ejaculado. As causas mais comuns deste tipo de azoospermia são:

    • Ausência de canais deferentes (quer seja desde o nascimento ou devido a uma intervenção cirúrgica).
    • Inflamações ou traumatismos dos testículos, epidídimo, canais deferentes ou próstata.

    É mais fácil obter espermatozóides neste tipo de azoospermia. Em determinados casos esta alteração pode ser reversível e, com diversas técnicas de microcirurgia, é possível tentar desobstruir ou unir os canais para que os espermatozóides possam ser encontrados no sémen. Nos casos em que isto não é possível, procede-se a recolha dos espermatozóides nos testículos através de uma biopsia testicular. Costuma ser necessária apenas uma biopsia, já que, a espermatogénese é feita de forma natural.

    Imagem de Azoospermia obstructiva

    Azoospermia e varicocele

    A relação entre azoospermia e varicocele é bastante comum. 5% dos casos de varicocele transformam-se em azoospermia. Contudo, para que isto aconteça a varicocele tem de ser muito severa.

    Azoospermia e varicocela

    A varicocele é definida como a dilatação das veias que formam o cordão espermático e que afectam directamente a espermatogénese, isto é, a produção de espermatozóides.

    Em pacientes azoospérmicos secretores que corrigiram a sua varicocele a recuperação do tecido testicular pode ser de até 50% e da mobilidade do esperma no ejaculado de 55%.

  • Gravidez e Exercício Físico

    Gravidez e Exercício Físico

    A actividade física permite qua a mulher gravida tenha uma melhor condição física geral e diminui os riscos da gravidez e do parto.

    O exercício físico reduz as moléstias digestivas, a ansiedade, a depressão e a insónia e aumenta o bem-estar geral da mulher. Contribui, também, para uma melhoria da tensão arterial e evita o desenvolvimento de diabetes gestacional, podendo ser utilizado como um tratamento alternativo que permite diminuir ou até suprimir o uso da insulina. Está provado que o exercício físico faz diminuir o tempo de hospitalização pós-parto e reduz o número de cesarianas.

    Gravidez e desporto

    Durante a gravidez a mulher deve fazer exercícios aeróbicos de intensidade moderada sem nunca ultrapassar os 70% de utilização do volume máximo do seu oxigénio. A utilização de um relógio ou monitor cardíaco é a melhor opção para controlar o ritmo cardíaco.

    Há que evitar actividades físicas e desportos intensos. Se o exercício realizado for algo intenso não deve ser prolongado por mais de 15 minutos e não deve ser feito em clima quente e húmido devido aos riscos de desidratação e aumento da temperatura corporal.

    Movimentos de grande amplitude devem ser evitados pois podem provocar lesões nas articulações. Os exercícios que requerem equilíbrio e, consequentemente, apresentam um risco de queda devem, igualmente, ser evitados. Durante o terceiro trimestre de gestação a mulher não deve manter uma posição estática durante períodos prolongados de tempo nem deve fazer movimentos bruscos devido ao risco de enjoos e quedas.

    Os deportos mais recomendados são a natação, o ciclismo e o andar com intensidade baixa ou moderada. Estes desportos devem ser feitos 3 vezes por semana durante cerca de 20 ou 40 minutos. A flexibilidade deve ser, se possível, trabalhada todos os dias. O treinamento muscular pode ser feito uma ou duas vezes por semana a uma intensidade de 50% e a mulher deve prestar especial atenção as zonas pélvica, lombar, abdominal e peitoral.

    Se a mulher pratica ginástica aeróbica, esqui aquático, patinagem ou desportos com raquete como o ténis ou o badmington, apenas o deve fazer por um curto período de tempo e os movimentos de grande amplitude como o serviço no ténis devem ser evitados.

    Os desportos que devem ser evitados são os de contacto, aqueles que são feitos sobre superfícies duras, aqueles que exigem trabalho da musculatura abdominal e aqueles que aumentam a pressão abdominal como o basquetebol ou o voleibol.

    A prescrição de exercício físico deverá ser individualizada e submetida a controles médicos regulares. A opção mais segura é buscar aconselhamento de um treinador pessoal qualificado.

    Durante o primeiro trimestre de gravidez, as mulheres que habitualmente realizam exercício físico costumam estar em condições para continuar a praticar desporto. Contudo, devem diminuir a intensidade e frequência desse exercício para evitar traumatismos musculares.

    No caso de mulheres sedentárias, a gestação não é o melhor momento para iniciar novas práticas desportivas. As suas actividades físicas devem estar incorporadas num programa específico de preparação para o porto.

    Durante o segundo e o terceiro trimestre actividades físicas que desenvolvam a flexibilidade, a força muscular (orientada para fortalecer a musculatura pélvica e corrigir a postura), a capacidade respiratória e a capacidade de relaxar devem ser realizados.

    Natação durante a gravidez

    Convém restringir a natação nas últimas seis semanas de gestação devido ao risco de infecções.

  • Aceitar uma FIV negativa

    Aceitar uma FIV negativa

    É complicado saber lidar com o resultado negativo de um teste de gravidez, especialmente no caso de mulheres que querem ser mães e estão em tratamento de fertilidade.

    Antes de iniciar o tratamento de fertilização in vitro, os pacientes devem estar certos que são capazes de suportar o stress gerado pelo tratamento bem como qualquer dos seus resultados.

    Após a transferência de embriões é necessário esperar pelo menos 15 dias até que um teste de gravidez possa ser feito. Se o teste é feito antes do tempo pode ter um resultado falso. Alias, os especialistas aconselham a não fazer um teste de gravidez em casa mas sim esperar pelos resultados das análises de sangue feitas na própria clínica.

    Mulher triste

    Se o resultado da hormona HCG (hormona mediante a qual uma gravidez é comprovada) é negativo, a mulher não está gravida. As probabilidades desse resultado serem um erro são praticamente nulas, logo, há que aceitar que o tratamento não surtiu resultados positivos. A mulher tem de aceitar que não está gravida.

    Mulher com esperança

    Porque é que o teste de gravidez é negativo?

    As pacientes não devem torturar-se com perguntas que não têm resposta como: que fiz?, que não fiz?, como pode correr mal? que faltou? Essas perguntas não ajudam e só geram tristeza.

    Se necessário, chorar faz bem pois ajuda a não reprimir as emoções. Ademais, partilhar os sentimentos pode ajudar a assimilar melhor o resultado negativo. No caso de a mulher ter informado os seus familiares e amigos de que está a fazer um tratamento de reprodução assistida, é recomendável relembrar essas pessoas de que a mulher os informará sobre os resultados do tratamento quando estiver pronta para o fazer. Desta forma evitam-se perguntas incómodas e situações constrangedoras.

    O fracasso de um tratamento não significa que a mulher ou casal nunca conseguirá ter um filho. É possível fazer um novo ciclo de FIV ou de outra técnica de reprodução assistida quando a mulher se sentir preparada.

    Ajuda psicológica

    A grande maioria dos centros de reprodução contam com um departamento de especialiastas em psicológia da reprodução assistida dispostos a ajudar os pacientes, nao só a aceitar os seus problemas de fertilidade, mas também a lidar com todo o preocesso de concepcção.

    Quando o teste de gravidez é negativo, sao muitos os sentimentos que afloran e a frustraçao pode aumentar. Neste aspecto, contar com o apoio psicológico de especialistas que entedem aquilo pelo que o paciente está a passar e que oferecem ajuda personalizada, é muito importante e pode reduzir os sentimentos de angústia.

    Para além disto, esta ajuda é importante no momento de enfrentar um novo tratamento. Submeter-se a um novo tratamento reproductivo depois do falhanço do anterior é muito complicado. O apoio psicológico é essencial, já que, a atitude é importante para o êxito do tratamento.

  • Hipospermia

    Hipospermia

    A hipospermia é uma alteração do esperma do homem na qual o volume de sémen ejaculado é inferior a 1.5 mililitros.

    O volume de sémen ejaculado é considerado normal quando é de entre 1.5 e 6 mililitros.

    A prova que se realiza para diagnosticar uma hipospermia é denominada de espermograma.

    A hipospermia é causa por, por exemplo:

    • Ejaculação retrograda parcial.
    • Ausência de canais deferentes.
    • Obstrução dos condutores ejaculadores.
    • Insuficiência androgénica.
    • Simpatectomia.
    • Cirurgia do colo vesicular.

    Amostra de sémen

    A ausência de ejaculado é apelidada de aspermia.

    Quando um homem deseja ter filhos e, após mais de um ano de relações sexuais continuas e sem protecção, a sua parceira não engravida, é recomendado recorrer a inseminação artificial nos casos em que a quantidade de espermatozóides é suficiente e a sua mobilidade é adequada. Em caso contrário, a fertilização in vitro é aconselhável.

  • Implantação Embrionária

    Implantação Embrionária

    Conhecer a razão pela qual alguns embriões implantam e outros não é um dos desafios que a medicina reprodutiva ainda tem de ultrapassar. O conhecimento aprofundado dos aspectos fisiológicos deste processo é importante para desenhar estratégias que permitam aumentar as possibilidades de gravidez.

    Apenas um terço dos ciclos considerados férteis culminam numa gravidez. A causa desta baixa taxa de êxito são diversos factores como a existência de um ambiente uterino inapropriado, a má qualidade embrionária, a baixa receptividade do endométrio, etc.

    Diálogo entre embrião e endométrio

    A taxa de gestação clínica por ciclo menstrual em casais considerados férteis e que mantêm relações sexuais regularmente e sem anticonceptivos é de 25-30%. Esta taxa é relativamente baixa em comparação com outras espécies animais apesar de ser acumulativa, isto é, aumenta de mês a mês podendo alcançar 80% depois de 10 meses. Contudo, esta taxa diminui com a idade da mulher.

    Durante anos o tratamento da implantação estava limitado a utilização de protocolos de suporte da fase lútea através da administração de progesterona e HCG (gonadotrofina). Actualmente, diversos estudos clínicos permitiram conhecer o papel que desempenham na implantação as diferentes populações de células do útero bem como algumas moléculas.

    Existem evidencias de que as moléculas citoquinas e os factores de crescimento desempenham um papel importante como mediadores locais das acções das hormonas sobre o endométrio com o objectivo de prepará-lo para a implantação. Acredita-se que sinais emitidos pelo embrião pré-implantado podem induzir a produção de citoquinas pelo endométrio que, por sua vez e mediante a sua união com receptores específicos de membrana, podem activar a expressão de moléculas de adesão, encarregues de medir a adesão do blastocisto ao endométrio.

    Biologicamente, trata-se de um processo complexo onde um embrião em estado de blastocisto fixa-se ao endométrio receptivo da mãe. Deve existir uma total sincronia entre o embrião e o endométrio.

    A implantação acontece no útero durante um período de tempo concreto. Esse período de tempo é denominado de janela de implantação e vai desde o 20º dia do ciclo até ao 24º (cerca de 6 ou 7 dias depois da fertilização).

    A janela de implantação é o momento quando o endométrio receptivo permite a fixação do blastocisto. Esta mudança de endométrio não receptivo para receptivo apenas ocorre se o ambiente hormonal for o correcto e se o blastocisto tiver as moléculas adequadas.

    A implantação é composta por três fases: posicionamento, adesão ou fixação e invasão.

    – Fase de posicionamento. O blastocisto procura por um lugar de implantação, isto é, um lugar onde fixar-se.

    – Fase de adesão. O blastocisto fixa-se no endométrio. Isto acontece 6 ou 7 dias depois da fertilização, tendo o blastocisto um diâmetro de 300-400 µm. Em todo este processo as citoquinas têm muito que fazer.

    – Fase de invasão. O blastocisto invade o endométrio, rompe a membrana basal e penetra nos vasos sanguíneos maternos.

    Apesar do processo de implantação parecer, a primeira vista, simples, tem uma complexidade que ainda não é totalmente conhecida. Dentro da fertilização in vitro a implantação é um dos momentos mais delicados e decisivos para o êxito de uma gravidez e que, por não poder ser controlado externamente, depende das circunstâncias que rodeiam a paciente como a qualidade embrionária, a receptividade endometrial, o momento da transferência e a existência de uma total sincronia entre todos esses factores.

  • Gastroenterite durante a Gravidez

    Gastroenterite durante a Gravidez

    A gastroenterite é uma infecção gastrointestinal causada ou pela ingestão de um alimento em mal estado ou por um vírus que dá origem a uma inflamação do estômago. Alguns sintomas da gastroenterite como as náuseas, os vómitos ou a dor abdominal podem ser facilmente confundidos com os primeiros sintomas de uma gravidez.

    A gastroenterite não tem de ser um problema sério durante a gravidez. De facto, alguns especialistas defendem que a gastroenterite comum não supõe riscos para o feto ao menos que a mulher tenha febre alta e exiba sinais de desidratação.

    Gastroenterite e gestação

    Sintomas

    A gastroenterite durante a gravidez pode produzir uma série de sintomas na mãe como, por exemplo:

    • Vómitos.
    • Diarreia.
    • Náuseas.
    • Dor abdominal.
    • Febre.

    A gastroenterite durante a gestação costuma durar de 24 a 72 horas e esse período não deve ser prolongado devido ao perigo de desidratação. A mulher deve visitar o médico, especialmente se tiver febre alta. No momento em que a gastroenterite passa a ser severa pode ter consequências negativas para o feto e fazer com que esse nasça com pouco peso ou até prematuramente.

    Alguns dos sintomas da gastroenterite são os seguintes:

    • Febre alta.
    • Sinais de desidratação.
    • Presença de sangue ou muco na fezes.
    • Não notar a melhoria dos sintomas em questão num período de 48 horas.

    Recomendações

    Algumas das recomendações a ter em conta em casos de gastroenterite são:

    • Repouso.
    • Beber água pouco a pouco para evitar a desidratação.
    • Não tomar medicamentos sem consentimento médico. O médico decidirá se algum medicamento é necessário.
    • Ter uma dieta adequada.
    • Consultar o médico se os sintomas prolongam-se por mais de 48 horas.

    Doença inflamatória intestinal

    A doença inflamatória intestinal é um transtorno crónico que produz a inflamação e destruição do tecido intestinal. Existem dois tipos de doença inflamatória intestinal: a doença de Crohn e a Colite Ulcerativa.

    Muitas mulheres em idade de procriar (desde os 15 até aproximadamente aos 40 anos) padecem deste tipo de patologia. Segundo alguns estudos, a gravidez não afecta este tipo de patologia, contudo, recomenda-se que o parto seja planificado. Se a mulher padece desta doença deve consultar um especialista antes de engravidar (no caso de uma gravidez planeada). Por ser uma doença crónica a doença inflamatória intestinal pode estar, também, relacionada com outros factores como a ansiedade e o stress.

    De qualquer forma, em caso de gravidez um médico deve ser sempre consultado.

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